
Informação do Evento
Datas do evento
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena)
Marcar no Google AgendaDo Ventre à Cabeça, primeiro solo da atriz paraense Luiza Braga, estreia no Sesc Ipiranga
23/10/2026"Do Ventre a Cabeça" estreia no Sesc Ipiranga, no dia 23 de outubro. O espetáculo segue em cartaz até 15 de novembro, com sessões às sextas-feiras, às 21h e aos sábados, domingos e feriados às 18h30. A montagem, dirigida por Victor Mendes, trata de temas como ancestralidade, infância, travessias, cultura popular e da chamada Encantaria Amazônida, que é uma manifestação popular fundada em saberes indígenas e afro-diaspóricos.
Em cena, tocando ao vivo, há a musicista Gisah Preta, que cria sonoridades e embala a cena com a sutileza proposta pela encenação. A direção musical é assinada por Marco França. Fabrício Licursi assina a direção de movimento. Luiza reúne narrativas orais de uma mulher ribeirinha, de Cametá, cidade no interior do estado do Pará, e histórias míticas da cabocla encantada Mariana, a Padroeira da Encantaria e do Tambor de Mina. A artista vai trançando um diálogo entre sua trajetória familiar, os saberes da Encantaria e as migrações que fazem parte de sua jornada.
A encenação
Partindo da palavra delicadeza, a encenação proposta por Victor busca bordar o palco com simplicidade e manualidade. A atriz manipula todos os elementos para transformá-los ou ressignificá-los na frente do público. Trazendo uma ideia do feito a mão, dessa sabedoria que se aprende na lida diária do ofício. O cenário assinado por Marisa Bentivegna corrobora com essa escolha, oferecendo uma sensação de palco-rio para o público, com margens borradas, no qual a atriz navega por ilhas cênicas enquanto conta sua história que faz parte de uma cultura tão rica quanto mítica.
A musicista Gisah Preta está em cena o tempo todo, como uma presença musical latente. Outro elemento sonoro importante é a voz de Mãe Rita D'Oxum, Yalorixá no T.E.U.C.Y. (Terreiro situado em Ananindeua (PA), que completa 80 anos em 2026) Sua voz presente na peça, simboliza todas as mulheres detentoras do saber e das tradições ribeirinhas amazônidas, e das encantarias, que ecoam em alguns momentos da peça, compondo essa rede da tradição em cena.
O vídeo também é um elemento cênico bastante explorado no espetáculo: projetado no couro de um tambor, como uma camada de memória em cena. A narrativa audiovisual saindo do tambor é mais um elemento ancestral de onde brota sabedoria e, ao mesmo tempo, constrói para a atriz parte de seu próprio mapa de aprendizados.
Sobre o Coletivo Filhos de Iracema
Com atuação junto a comunidades tradicionais de terreiro, especialmente a Casa Teucy, segundo terreiro mais antigo do Pará, o Coletivo Filhos de Iracema desenvolve trabalhos relacionados à identidade cultural amazônica. O coletivo, do qual Luiza faz parte, deu suporte a toda pesquisa da peça, com entrevistas, resgatando cantigas e compilando relatos de mães de santo e das entidades que trabalham na casa, para fomentar a dramaturgia do espetáculo Do Ventre à Cabeça. O projeto é originado de uma pesquisa iniciada em 2021 durante a produção do documentário "Mariana: histórias de vida e encantaria". O estudo sobre a encantaria também deu origem à série Pororocas, produzida pelo Filhos de Iracema.
Sinopse
Costurando saberes e o modo de vida de populações ribeirinhas da amazônia cabocla do norte do Brasil, em relação com as narrativas míticas da Cabocla Encantada Mariana,"Do Ventre à cabeça" cria conexões poéticas entre tradição, memória e saberes populares amazônidas. O espetáculo parte dos ensinamentos de uma avó ribeirinha, revisitando ancestralidades amazônidas em conexão com a Encantaria e o Tambor de Mina.
Serviço
Peça teatral: Do Ventre a Cabeça, com Coletivo Filhos de Iracema
Datas: de 23 de outubro a 15 de novembro de 2026;
Horários:
- Sextas, às 21h;
- Sábados, domingos e feriado, às 18h30 (Exceto 25 de outubro)
Local: Sesc Ipiranga - R. Bom Pastor, 822- Ipiranga, São Paulo - SP, 04203-001
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena)
Vendas: No site oficial do sescsp.org.br e presenciais na bilhteria de qualquer unidade do SP
Classificação: 16 anos;
Duração: 60 minutos;
Capacidade: 40 lugares;
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Editado por Karina Rodrigues às 22/10/2026



















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