
Informação do Evento
Datas do evento
12/04/2025
13/04/2025
15/04/2025
16/04/2025
17/04/2025
18/04/2025
Preço:
Não informado
Não informado

Feira Cultural e Exposições
Exposição Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos no MASP
11/04/2025
Arpillera é o nome em espanhol para uma linguagem têxtil figurativa que surgiu no Chile no final dos anos 1960. Durante o regime ditatorial de Augusto Pinochet (1973-1990), essa prática se tornou uma forma de denunciar as violações dos direitos humanos, além de configurar uma importante expressão cultural politicamente engajada e de protagonismo feminino. Em espanhol, "arpillera" significa "juta", o nome da fibra têxtil que recebe bordados que narram histórias de vida, luta e resistência das autoras e seus contextos. A produção chilena inspirou diversas mulheres e movimentos sociais ao redor do mundo, espalhando-se por países da América Latina, Europa e Ásia, e continua sendo uma relevante ferramenta de memória, educação popular e reivindicação de direitos.
No Brasil, essa forma de expressão inspirou o Coletivo Nacional de Mulheres do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens – um movimento social brasileiro, auto-organizado, surgido na década de 1980 e que luta pelo direito das pessoas atingidas, reivindica um Projeto Energético Popular e uma transformação social estrutural.
A exposição Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos apresentará cerca de 30 trabalhos, produzidos entre 2013 e 2024, por mulheres que se reúnem em oficinas organizadas pelo MAB em todo o território nacional. Usando materiais cotidianos, como fragmentos de tecidos e roupas, linhas e agulhas, elas produzem peças têxteis que abordam temas como violência doméstica, a ruptura de vínculos entre a terra e a comunidade devido à construção de barragens, violência contra crianças e adolescentes, falta de acesso à água potável e energia elétrica, e os impactos da poluição de rios e das barragens na pesca e na subsistência das famílias, entre outras violações aos direitos humanos e ambientais.
O MASP e o MAB já colaboraram em projetos anteriores, como na performance realizada pelas mulheres do MAB com a artista colombiana Carolina Caycedo na exposição Histórias Feministas: artistas depois de 2000 (2019) e na presença de arpilleras no núcleo Terra e Território da mostra coletiva Histórias Brasileiras (2022) – ocasião em que uma delas foi adquirida para o Acervo do MASP.
Mais Informações:
Data: 11/04/2025 até 03/08/2025
Horário: terças grátis e primeira quinta-feira do mês grátis; terças, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h)
Local: Mezanino, Edifício Lina Bo Bardi
Instagram: @masp
Editado por Camila Silva às 03/01/2025